WORKSHOP #9

FADO MEETS JAZZ

Sara Serpa & André Matos

MAY 18, 2012 @ Sport Club Português, Newark

 Fado tão longe, tão perto / Fado tão meu, tão alheio
Manuela de Freitas, ”O meu Fado”

Sara Serpa e André Matos trouxeram-nos uma perspectiva abrangente da música (e do Fado) enquanto linguagem universal capaz de exprimir os meandros da natureza humana, individual e colectiva. Aprendemos as raízes do Blues, explorámos exemplos musicais e poéticos distintos, procurando identificar as semelhanças estruturais que aproximam o Fado do Jazz e da música improvisada. Música é música, independentemente dos seus géneros, que se cruzam continuamente.

Fado, so far and so near / Fado, so mine yet so foreign
Manuela de Freitas, ”My Fado”

Sara Serpa & André Matos brought us a comprehensive view of music (Fado included) as a universal language that is able to express the meanderings of our individual and collective nature as human beings. We learned about the roots of Blues, explored different poetic and musical examples, and tried to identify structural similarities that connect Fado to Jazz and improvised music. Ultimately, music is music, independently of its many genres that continuously intertwine.

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WORKSHOP #8

FADO MEETS FADO 

Michael da Silva (MdFado Productions)

MAY 11, 2012 @ Sport Club Português, Newark

O Fado, para mim / Foi o meu começo / Será o meu fim
João Linhares Barbosa, “”Vieste Depois”

Continuámos a analisar versões de fados tradicionais cantadas por diferentes intérpretes ao longo de várias gerações, tentando identificar estilos de interpretação, tanto de fadistas como de músicos. Por fim, debruçámo-nos sobre a Viola. Afinal, que instrumento é este e quais as suas possibilidades? Qual o seu papel no Fado? Como dialoga com a Guitarra Portuguesa? Em que medida suporta a performance dos fadistas? Voltámos a olhar para o Fado que temos, tentando perceber como é vivido, cantado e tocado, dentro e fora de Portugal.

Fado, you seeHas been my beginning / And my end it’ll be
João Linhares Barbosa, “”You came after”

We continued to study the different versions of traditional fados sung by many fadistas and passed through generations, trying to identify the different styles of both singers and musicians. Then we focused on the Classic Guitar. What kind of instrument is it and how much potential does it have? What’s its function in Fado? What’s its relationship with the Portuguese Guitar? How can it help the fadista’s performance? We took Fado just as it is, and tried to analyze how it has been living in Portugal and overseas.

WORKSHOP #7

FADO MEETS AFRO-BRAZILIAN RHYTHMS

Catarina dos Santos & Cesar Garabini

MAY 4, 2012 @ Sport Club Português, Newark

Ai, Lisboa, quem te dera estar segura / Que o teu canto é sem mistura / E nasce mesmo de ti
José Mário Branco, “A cantar é que te deixas levar”

No encalço das raízes afro-brasileiras do Fado, e através das leituras de Os Negros em Portugal e Fado: Dança do Brasil, Cantar de Lisboa, de José Ramos Tinhorão, Catarina propôs-nos uma reflexão teórico-prática sobre processos de miscigenação cultural. Apoiados pelo  Violão de 7 Cordas de César Garabini, guitarrista italo-brasileiro, estudámos exemplos de lundum, coladera, calango, funana… aplicados a alguns fados tradicionais.

O Lisbon, how you wish you could be sureThat your mingled song is pure / And is truly born from you
José Mário Branco, “Carried away by singing”

In an attempt to trail the Afro-Brazilian roots of Fado music, from the reading of Black Africans in Portugal, and Fado: Brazilian Dance, Lisbon’s Song, by José Ramos Tinhorão, Catarina challenged us with a theoretical & practical reflection about different processes of cultural miscegenation. Supported by Cesar Garabini’s 7-string guitar, we learned about rhythms such as lundum, coladera, calango, funana… and how they can bond with our traditional fados.

WORKSHOPS #4-5-6

OCUPAÇÃO DE FADOS TRADICIONAIS | OCCUPYING TRADITIONAL FADOS

Ana Sofia Paiva 

APR 13, 20 & 27 2012 @ Sport Club Português, Newark

As palavras dos poetas / Feitas de emoções secretas / Têm de ser reveladas
Tiago Torres da Silva, “Não sei, meu amor, não sei”

A ocupação poética de um Fado Tradicional não é tarefa fácil. Ao longo do mês de Abril, lemos muitas letras, escutámos muitos fados, experimentámos a escrita sensitiva e continuámos a estudar versificação e rima, à descoberta de novos rumos. Afinal, escrever para Fado é menos uma arte de poeta e mais um ofício de alfaiate… de letras! Cortámos poesia à medida, ajustada ao corpo de cada fado e intérprete: as letras do Ironbound são novas e estão prontas a ser reveladas!

The poet’s words / Made of secret emotions / Must be revealed
Tiago Torres da Silva, “I don’t know, my love, I do not know”

The poetic occupation of a Traditional Fado is no easy task. Throughout April, we read many lyrics, listened to many fados, practiced a lot of sensorial writing, and continued studying elements of versification and rhyme, exploring new routes. After all, writing for Fado is less of a poet’s art and more of a tailor’s craft – a tailoring of lyrics! Cut-made, tight-fitted to each Fado and its performer, our Ironbound’s lyrics are brand-new and ready to be revealed!

WORKSHOP #3

HIGH STAKES ROOTS DEBATE: FADO’S ORIGINS AND HISTORY

followed by FADO’S MUSICAL FORMS

Kimberly Holton (Rutgers University) & Lila Ellen Gray (Columbia University)

MAR 30 2012 @ Sport Club Português, Newark

Ele, que veio do nada / Não sendo nada, era tudo
Frederico de Brito, “Biografia do Fado”

Do mito marítimo às influências afro-brasileiras, a discussão foi acesa. Kimberly Holton, antropóloga, ajudou-nos a compreender o contexto histórico português na viragem do séc. VXIII/XVIV, período em surge o Fado em Lisboa, desde a transferência da corte portuguesa para o Brasil até ao seu regresso, e as transformações que daí decorrerem. Lila Ellen Gray, etnomusicóloga, apresentou depois um estudo de caso sobre o Fado Vitória, através do qual pudémos identificar estruturas rítmicas, melódicas e performáticas. Com publicações no prelo, Gray e Holton desenvolvem em continuidade investigação sobre Fado.

Created seemingly from nothing / He was nothing, and yet all things
Frederico de Brito, “Biography of Fado”

From the maritime myth of Fado’s origins to its Afro-Brazilian influences, the discussion was heated. Anthropologist Kimberly Holton helped us understand the Portuguese historic context in the turn of the eighteen-nineteen centuries, the period in which Fado emerged in Lisbon – from the transfer of the Portuguese Court to Brazil to its return, and the transformations that followed. Then, ethnomusicologist Lila Ellen Gray presented a case study of Fado Vitória, through which we were able to identify rhythmic, melodic and vocal performance structures. Both Gray and Holton have ongoing researches on Fado and forthcoming publications.

WORKSHOP #2

A POESIA DO FADO | THE POETRY OF FADO

Oriana Alves (IELT-FCSH)

MAR 23 2012 @ Sport Club Português, Newark

O Fado é a voz do povo / Que com o povo nasceu
Fernando Farinha/João da Mata, “Antes e Depois”

Traçámos as linhas gerais da evolução da lírica do Fado ao longo da sua história, analisando poemas representativos em várias fases de desenvolvimento do género, desde 1840 até aos dias de hoje. Tirámos dúvidas quanto às formas poéticas, as estruturas métricas, sintácticas e fonéticas que melhor servem a técnica de interpretação fadista. Oriana Alves, antropóloga, jornalista, editora e investigadora no Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, veio até nós de Portugal, onde se encontra a desenvolver uma investigação sobre a poesia do Fado.

Fado is the voice of people / And from the people it was born
Fernando Farinha/João da Mata, “Before and After”

We drew a rough outline of the evolution of Fado lyrics throughout its history, analyzing representative poems during different stages of its development as a genre, from 1840 up to the present day. We discussed the poetic forms, meter, syntactic and phonetic structures that best serve the fadistic performance. Anthropologist, journalist, editor and researcher at Institute for Studies of Traditional Literature, Oriana Alves joined us from Portugal, where she current ongoes an investigation about the poetry of Fado.

WORKSHOP #1

FADO TRADICIONAL: O QUE É ISSO? | TRADITIONAL FADO: WHAT IS THAT?

Ana Sofia Paiva

MAR 16 2012 @ Sport Club Português, Newark

Era Fado, mas o Fado / Não é sempre o que se pensa
Guilherme Pereira da Rosa, “Viela”

Quantos fados tradicionais se conhecem? Têm uma forma que os distinga? Por que são diferentes dos outros a que chamam fados-canção? Os cerca de 25 membros deste grupo de trabalho concordaram em abraçar um fado tradicional como uma casa, cada qual com a sua própria arquitectura poética e musical. Se cada fado é uma casa, muitos fados são uma cidade. Munidos de livros, glossário, guia de escrita e muitos exemplos sonoros, vamos aprender a habitá-la. Começamos assim um grande movimento de ocupação para reescrever a Tradição a cada  dia.

It was Fado, but Fado / Is not always what we think
Guilherme Pereira da Rosa, “The Alleyway”

How many traditional fados exist? Do they have distinctive characteristics, a specific form? How are they different from fado-canção (fado song)? The approximately 25 members of this work group agreed to take one traditional fado as a house, each with its own musical and poetic architecture. If every fado’s a house, together they’ll form a city. Armed with books, a glossary, a manual for writing and lots of audio examples, we will learn to make our home in the city. Here starts a great occupation movement to rewrite Tradition every single day.